Parte 1 da atividade: Escolha de ferramentas para análise
FERRAMENTAS ESCOLHIDAS:
Facebook e Twitter
O MOTIVO DAS ESCOLHAS
As redes sociais assumiram papel central na comunicação contemporânea. É impossível pensar a Internet, bem como as relações virtuais, sem tratar das redes sociais. Esses ambientes também multiplicaram e transformaram a forma de comunicação. Na educação, assumiram papéis de destaque, abrindo possibilidades para inúmeras formas de aprendizagem compartilhada. Adotar, simplesmente, as redes sociais na educação não significa, necessariamente, optar pela educação tecnológica. Essa escolha deve estar pautada em significativas experiências didáticas de troca de conteúdos, incentivos às descobertas alheias ao estudante além do aprendizado coletivo.
As opções à didática tradicional passaram a ocupar espaço central na discussão do papel das metodologias de ensino. Diante disso, merecem destaque as ferramentas digitais, frequentemente nomeadas com certa simplicidade por ferramentas tecnológicas. Materiais como computadores, projetores, conteúdos multimídia, dentre outros, já estão disponíveis na maioria dos espaços de ensino. Uma parte significativa de editoras de livros didáticos já conta, também, com conteúdos multimídia sejam eles mapas animados, vídeos, entre outros, em seus portfólios. A adoção de todo esse material, porém, carece de críticas contundentes que sirvam de avaliação para seu uso mais proveitoso, que não se esgotam nesta pequena atividade.
Optei, nesse momento, por ferramentas que se adequam bem à tarefa ensino/aprendizagem. Tanto o Facebook quanto o Twitter são redes de compartilhamento de materiais que permitem integração, tanto entre si quanto entre visitantes. Dessa forma, transformaram-se em “ponto de encontro” onde tudo pode ser localizado, debatido, acrescido ou suprimido.
Apontam alguns estudiosos do tema que há na Rede uma infinidade de conteúdos e que é possível ter inimaginável acesso a dados, textos e outros materiais como nunca antes foi pensado. No entanto, ainda carece a Internet de assinantes críticos, ou seja, pessoas que sejam capazes de, numa infinidade de materiais, julgar, analisar, comparar e inter-relacionar temas.
PENSANDO EM POSSIBILIDADES DE USOS DAS REDES EM EDUCAÇÃO
Certo, mais uma vez, de que não é possível esgotar assunto tão complexo em pouco espaço de tempo, optei pela tentativa de narrar eventos, em educação, que podem ser auxiliados pelas duas redes sociais escolhidas.
Facebook
No caso do Facebook, ele não só permite a criação e mediação de grupos de estudos, voltados para interesses próprios de professores e alunos, como a criação de um calendário de eventos somado a todas as imagens, vídeos e publicações diariamente descarregadas na rede. Através de seu rápido sistema de compartilhamento, uma série de atividades pode ser desenvolvida pela comunidade escolar. Também é possível criar chats para que dúvidas pontuais sejam sanadas a qualquer tempo. Sobretudo os grupos de interesses – que podem ser abertos ou restritos a determinados usuários como uma determinada classe de alunos, por exemplo – oferecem ao professor enormes subsídios, já que o acréscimo de fluxo de conteúdos é substancialmente aumentado. Através desses grupos podem ser divulgados material de suporte e/ou apoio às disciplinas a determinadas parcelas de alunos. Dessa forma, torna-se possível que a rede deixe de ser apenas uma “gaveta de conteúdos” desconexos e jogados ao vento para se transformar em banco de dados de conteúdos específicos de cada grupo.
Somado a isso, o Facebook lançou uma página própria de seus desenvolvedores voltada para educação. Trata-se do Facebook in Education , uma página que, segundo sua própria definição, ajuda a “obter informações sobre como os educadores podem usar melhor o Facebook”. A página conta com milhares de pessoas compartilhando exemplos viáveis do uso da ferramenta na educação, possibilitando uma importante troca de experiências entre docentes e alunos, mesmo que a maioria do conteúdo ainda seja disponibilizado em língua inglesa, sem tradução disponível.
Twitter
O Twitter tem seu nascimento em 2006. Criado pela empresa Obvious Corp e pelo desenvolvedor Jack Dorsey, o sistema se baseia na pergunta “O que está acontecendo” e oferece ao usuário um campo minúsculo de até 140 caracteres para a resposta. Pela pequena quantidade de palavras que o usuário pode escrever, o Twitter se tornou uma plataforma de microblogging, disponibilizando conteúdos diretos de seus usuários. Aberto a novas aplicações, surgiram outros serviços que, integrados à plataforma, “turbinaram” suas funcionalidades, tais como o Twitcam, servidor de vídeos ao vivo que permite ao usuário cadastrado no site exibir imagens, possibilitando a criação de vários programas alternativos na rede; e o Twitlonger, ferramenta que “salvou” usuários pouco sintéticos em suas publicações, dando-os a possibilidade de escrever mais do que os 140 caracteres oferecidos. Redes sociais como Twitter foram criadas, segundo JAVA et al (s/d, p. 8) para “compartilhar um alto grau de relação e reciprocidade, indicando pessoas em comum com o usuário”.
O Twiiter também transformou as relações do público com a mídia. É notório que, a partir da popularização das redes sociais, as notícias pararam de chegar prontas às pessoas. Muitos dos jornais recebidos pela manhã já chegam obsoletos às residências dos assinantes. As redes sociais – e a internet como um todo – permitem as atualizações, os acréscimos e as correções em tempo real.
A ferramenta logo caiu no gosto dos entusiastas da educação continuada, fora das paredes da sala de aula, e inúmeros exemplos de adequação do sistema ao estudo mais dinamizado puderam ser verificados. Um desses exemplos, amplamente noticiado à época do acontecimento, diz respeito ao professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Coutinho, do curso de Relações Internacionais.
Em junho de 2011, a Universidade enfrentava uma paralisação dos servidores públicos responsáveis pelos serviços técnico-administrativos. Para que o calendário fosse cumprido, o professor lançou sua prova através do Twitter, justificando sua opção à revista Época da seguinte maneira: “São alunos muito modernos. Leem em outras línguas, são cultos, usam iPads, Internet, e são conectados. A tecnologia é algo natural para eles. O que impressionou também foi a própria prova, uma avaliação formal, ter chegado a essa tecnologia”.
Ainda à revista Época, Marcelo Coutinho revelou o comportamento dos alunos e o conteúdo da prova. Segundo ele, os alunos estavam avisados há dias sobre a forma como seria realizada a avaliação. A questão foi encaminhada pelo professor por e-mail e Twitter. “Mesmo quem tivesse problemas com e-mail poderia acessar a minha conta [...]. Já no primeiro dia, quando entrego o programa da matéria, vai junto um papel com minha conta no Twitter, e-mail e contas em outras redes sociais”.
O Twitter também foi visto com bons olhos pelos professores de língua portuguesa e literatura. Justamente por impedir mensagens longas dos usuários, limitando suas publicações nos 140 caracteres, a plataforma foi vista como instrumento de publicação de micro contos. Uma das muitas atividades propostas foi de forçar que alunos contassem, através do limitado espaço, histórias com uma só tirada, sobre diversos temas. Não só a atividade ficou no interior da escola como alcançou as livrarias. Exemplo disso foi a publicação do livro do escritor Fabrício Carpinejar, somente com “frases” publicadas em seu Twitter . No livro, as frases aparecem em ordem cronológica e há a participação dos seguidores do autor nas “orelhas” da publicação. Segundo Fabrício, “O poema exige uma maturação maior, o Twitter é uma ferramenta prodigiosa para a poesia, a atenção, a coesão de pensamento [Carpinejar lança livros com frases do Twitter. Baguete. Universo On Line] ”.
Com a popularização do Twitter, inúmeras formas de produção de literatura através de micronarrativas puderam ser efetivadas e outras vieram à tona. Mais um bom exemplo é o livro de Wilson Gorj, “Sem Contos Longos ” [GORJ,2007] que, apesar de ter sido lançado antes da efervescência do Twiiter e contar com histórias acima de 140 caracteres, traz inúmeros e bons contos, provando como as narrativas podem ser ricas mesmo com um limitado número de palavras.
Numa das histórias, conta o autor: “A cigana lhe deu apenas mais dois dias de vida. Quis provar que ela estava errada e se matou duas horas depois”. (p. 21).
REFERÊNCIAS
GORJ, Wilson. Sem Contos Longos. Aparecida: São Paulo, 2007.
JAVA, Akshay et al. Why We Twitter: Understanding Microblogging Usage and Communities. S/d. Disponível em http://dl.acm.org/citation.cfm?id=1348556 Acesso em 04 ago. 2012.
NUNES, Luiz Fernando. Invadindo espaços: Perspectivas e práticas na utilização das redes sociais na escola. Monografia apresentada ao CEFET RJ, Ago. 2012.
PEREIRA, Heloísa e PINCETA, Karina Perussi. O Avanço dos Meios Digitais e a Produção de Informação: Como as redes sociais estão transformando a comunicação, o jornalismo e a sociedade. São Paulo: PUC-SP, s/d.
Facebook e Twitter
O MOTIVO DAS ESCOLHAS
As redes sociais assumiram papel central na comunicação contemporânea. É impossível pensar a Internet, bem como as relações virtuais, sem tratar das redes sociais. Esses ambientes também multiplicaram e transformaram a forma de comunicação. Na educação, assumiram papéis de destaque, abrindo possibilidades para inúmeras formas de aprendizagem compartilhada. Adotar, simplesmente, as redes sociais na educação não significa, necessariamente, optar pela educação tecnológica. Essa escolha deve estar pautada em significativas experiências didáticas de troca de conteúdos, incentivos às descobertas alheias ao estudante além do aprendizado coletivo.
As opções à didática tradicional passaram a ocupar espaço central na discussão do papel das metodologias de ensino. Diante disso, merecem destaque as ferramentas digitais, frequentemente nomeadas com certa simplicidade por ferramentas tecnológicas. Materiais como computadores, projetores, conteúdos multimídia, dentre outros, já estão disponíveis na maioria dos espaços de ensino. Uma parte significativa de editoras de livros didáticos já conta, também, com conteúdos multimídia sejam eles mapas animados, vídeos, entre outros, em seus portfólios. A adoção de todo esse material, porém, carece de críticas contundentes que sirvam de avaliação para seu uso mais proveitoso, que não se esgotam nesta pequena atividade.
Optei, nesse momento, por ferramentas que se adequam bem à tarefa ensino/aprendizagem. Tanto o Facebook quanto o Twitter são redes de compartilhamento de materiais que permitem integração, tanto entre si quanto entre visitantes. Dessa forma, transformaram-se em “ponto de encontro” onde tudo pode ser localizado, debatido, acrescido ou suprimido.
Apontam alguns estudiosos do tema que há na Rede uma infinidade de conteúdos e que é possível ter inimaginável acesso a dados, textos e outros materiais como nunca antes foi pensado. No entanto, ainda carece a Internet de assinantes críticos, ou seja, pessoas que sejam capazes de, numa infinidade de materiais, julgar, analisar, comparar e inter-relacionar temas.
PENSANDO EM POSSIBILIDADES DE USOS DAS REDES EM EDUCAÇÃO
Certo, mais uma vez, de que não é possível esgotar assunto tão complexo em pouco espaço de tempo, optei pela tentativa de narrar eventos, em educação, que podem ser auxiliados pelas duas redes sociais escolhidas.
No caso do Facebook, ele não só permite a criação e mediação de grupos de estudos, voltados para interesses próprios de professores e alunos, como a criação de um calendário de eventos somado a todas as imagens, vídeos e publicações diariamente descarregadas na rede. Através de seu rápido sistema de compartilhamento, uma série de atividades pode ser desenvolvida pela comunidade escolar. Também é possível criar chats para que dúvidas pontuais sejam sanadas a qualquer tempo. Sobretudo os grupos de interesses – que podem ser abertos ou restritos a determinados usuários como uma determinada classe de alunos, por exemplo – oferecem ao professor enormes subsídios, já que o acréscimo de fluxo de conteúdos é substancialmente aumentado. Através desses grupos podem ser divulgados material de suporte e/ou apoio às disciplinas a determinadas parcelas de alunos. Dessa forma, torna-se possível que a rede deixe de ser apenas uma “gaveta de conteúdos” desconexos e jogados ao vento para se transformar em banco de dados de conteúdos específicos de cada grupo.
Somado a isso, o Facebook lançou uma página própria de seus desenvolvedores voltada para educação. Trata-se do Facebook in Education , uma página que, segundo sua própria definição, ajuda a “obter informações sobre como os educadores podem usar melhor o Facebook”. A página conta com milhares de pessoas compartilhando exemplos viáveis do uso da ferramenta na educação, possibilitando uma importante troca de experiências entre docentes e alunos, mesmo que a maioria do conteúdo ainda seja disponibilizado em língua inglesa, sem tradução disponível.
O Twitter tem seu nascimento em 2006. Criado pela empresa Obvious Corp e pelo desenvolvedor Jack Dorsey, o sistema se baseia na pergunta “O que está acontecendo” e oferece ao usuário um campo minúsculo de até 140 caracteres para a resposta. Pela pequena quantidade de palavras que o usuário pode escrever, o Twitter se tornou uma plataforma de microblogging, disponibilizando conteúdos diretos de seus usuários. Aberto a novas aplicações, surgiram outros serviços que, integrados à plataforma, “turbinaram” suas funcionalidades, tais como o Twitcam, servidor de vídeos ao vivo que permite ao usuário cadastrado no site exibir imagens, possibilitando a criação de vários programas alternativos na rede; e o Twitlonger, ferramenta que “salvou” usuários pouco sintéticos em suas publicações, dando-os a possibilidade de escrever mais do que os 140 caracteres oferecidos. Redes sociais como Twitter foram criadas, segundo JAVA et al (s/d, p. 8) para “compartilhar um alto grau de relação e reciprocidade, indicando pessoas em comum com o usuário”.
O Twiiter também transformou as relações do público com a mídia. É notório que, a partir da popularização das redes sociais, as notícias pararam de chegar prontas às pessoas. Muitos dos jornais recebidos pela manhã já chegam obsoletos às residências dos assinantes. As redes sociais – e a internet como um todo – permitem as atualizações, os acréscimos e as correções em tempo real.
A morte de Osama Bin Laden, líder e fundador da al-Qaeda, organização terrorista famosa pelos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, reforçou o Twitter como fonte de notícia e participação. A primeira menção à morte do terrorista veio da rede social, quebrando toda a imprensa e dando um dos furos mais importantes dos últimos anos. A primeira pessoa a noticiar a morte de Osama, por meio de um tweet, foi Keith Urbahn, integrante do escritório do ex-secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld. (PEREIRA e PINCETA, s/d, p. 4)
A ferramenta logo caiu no gosto dos entusiastas da educação continuada, fora das paredes da sala de aula, e inúmeros exemplos de adequação do sistema ao estudo mais dinamizado puderam ser verificados. Um desses exemplos, amplamente noticiado à época do acontecimento, diz respeito ao professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Coutinho, do curso de Relações Internacionais.
Em junho de 2011, a Universidade enfrentava uma paralisação dos servidores públicos responsáveis pelos serviços técnico-administrativos. Para que o calendário fosse cumprido, o professor lançou sua prova através do Twitter, justificando sua opção à revista Época da seguinte maneira: “São alunos muito modernos. Leem em outras línguas, são cultos, usam iPads, Internet, e são conectados. A tecnologia é algo natural para eles. O que impressionou também foi a própria prova, uma avaliação formal, ter chegado a essa tecnologia”.
Ainda à revista Época, Marcelo Coutinho revelou o comportamento dos alunos e o conteúdo da prova. Segundo ele, os alunos estavam avisados há dias sobre a forma como seria realizada a avaliação. A questão foi encaminhada pelo professor por e-mail e Twitter. “Mesmo quem tivesse problemas com e-mail poderia acessar a minha conta [...]. Já no primeiro dia, quando entrego o programa da matéria, vai junto um papel com minha conta no Twitter, e-mail e contas em outras redes sociais”.
O Twitter também foi visto com bons olhos pelos professores de língua portuguesa e literatura. Justamente por impedir mensagens longas dos usuários, limitando suas publicações nos 140 caracteres, a plataforma foi vista como instrumento de publicação de micro contos. Uma das muitas atividades propostas foi de forçar que alunos contassem, através do limitado espaço, histórias com uma só tirada, sobre diversos temas. Não só a atividade ficou no interior da escola como alcançou as livrarias. Exemplo disso foi a publicação do livro do escritor Fabrício Carpinejar, somente com “frases” publicadas em seu Twitter . No livro, as frases aparecem em ordem cronológica e há a participação dos seguidores do autor nas “orelhas” da publicação. Segundo Fabrício, “O poema exige uma maturação maior, o Twitter é uma ferramenta prodigiosa para a poesia, a atenção, a coesão de pensamento [Carpinejar lança livros com frases do Twitter. Baguete. Universo On Line]
Com a popularização do Twitter, inúmeras formas de produção de literatura através de micronarrativas puderam ser efetivadas e outras vieram à tona. Mais um bom exemplo é o livro de Wilson Gorj, “Sem Contos Longos ” [GORJ,2007] que, apesar de ter sido lançado antes da efervescência do Twiiter e contar com histórias acima de 140 caracteres, traz inúmeros e bons contos, provando como as narrativas podem ser ricas mesmo com um limitado número de palavras.
GORJ, Wilson. Sem Contos Longos. Aparecida: São Paulo, 2007.
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Reviewed by Fernando
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